Ler num tablet ou smartphone altera os ciclos de sono

Já há muito se sabe que estar em frente de equipamentos emissores de luz antes de dormir é prejudicial à saúde.

Um estudo publicado no Procedings of National Academy of Sciences of United States of America provou que estar em frente a um equipamento emissor de luz, tais como tablets e smartphones antes de dormir aumenta o tempo para iniciar o sono, atrasa o relógio circadiano e diminui a segregação de meletonina e o sono reparador (sono rem)

O problema do sono tem vindo a agravar-se ao longo dos últimos cinquenta anos, vários estudos comprovam que as pessoas dormem menos em quantidade e qualidade.

A tecnologia com todas as suas virtudes tem colaborado em grande parte para a degradação do sono. As televisões, os computadores e mais recentemente os tablets, smartphones e eReaders, são dispositivos que emitem luz numa frequência de luz azul que altera o sono. Mesmo sabendo isso, muita gente não dispensa o uso destes dispositivos antes de dormir.

Um estudo do Boston’s Brigham and Women’s Hospital testou um grupo de pessoas quanto à qualidade do sono. Metade do grupo foi colocado a ler 4 horas antes de dormir um livro de papel, enquanto o outro grupo foi colocado a ler num tablet.

Cada grupo foi estudado durante duas semanas e durante cinco dias leu no tablet alternando com cinco dias em lia do livro em papel.

Durante o estudo ambos os grupos eram obrigados a deitar-se às 22h00 e a levantar-se às 6h00. Ao longod o dia foram efectuadas análises sanguineas para testar as alterações hormonais relacionadas com o sono e estado de alerta.

O grupo que leu do tablet antes de dormir viu o seu ciclo circadiano atrasar todos os dias e a segregação de melatonina deu-se em média 90 minutos mais tarde.

O grupo dos tablets durante o dia referia estar mais sonolento e cansado o que foi relacionado com o seu sono reparador (rem) ser mais curto, embora tivessem dormido as mesmas horas que o outro grupo.

Estes estudos têm importantes implicações na nossa saúde, pois sabemos que a falta de sono, seja em quantidade e em qualidade têm a longo prazo graves consequências para o nosso organismo, estando ligado a alguns tipos de cancro e outras doenças como problemas cardiovasculares e gastrointestinais.