Mais novos receiam um futuro onde a inteligência artificial lhes roube os empregos

Uma recente pesquisa descobriu que as gerações mais novas receiam um futuro onde os robôs lhes roubam os empregos. Com a melhoria da inteligência artificial,  os mais novos começam a sentir medo se realmente irão ter algum emprego no futuro.

Este estudo foi desenvolvido em nove países (Reino Unido, Estados Unidos, África do Sul, Austrália, França, Alemanha, Brasil, Índia e China), onde foram entrevistados jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos, num número de 9000 (1000 por país).

A quantidade de jovens com este sentimento de medo é tão grande, que 25% dos jovens inquiridos acreditam que os seus trabalhos serão desempenhados por um computador. Na índia, o numero dos inquiridos com pensamento negativo chega a atingir os 50%, enquanto que na Alemanha, Brasil e África do Sul este número atinge apenas 33%.

Muitos deles são de opinião que o ensino actual está desfasado da realidade e não é capaz de responder às necessidades das carreiras profissionais do futuro. Também acham que a sua formação necessitará de treino constante, de modo a não ficarem obsoletos.

Nos países desenvolvidos os receios são superiores comparativamente aos jovens dos países menos desenvolvidos, com os mais novos a afirmarem que o seu futuro será pior que o dos seus pais.

As novas gerações quando inquiridas, preferiram a segurança de integrar uma grande companhia, em vez de se tornarem empreendedores ou juntarem-se a uma startup. Mesmo assim, 50% dos jovens referem que no futuro pretendem abrir o seu próprio negócio.

Apesar deste estudo ser muito limitado no que diz respeito à amostra, demonstra que é preciso desenvolver esforços para provar aos jovens que o futuro não é assim tão negro. É preciso lembrar que estes mesmos medos atormentaram a humanidade durante a revolução industrial e que esta soube se adaptar e tirar proveito da situação.

A inteligência artificial tem o dever de ser benéfica para a humanidade, no entanto, há que ter muito cuidado, ou então podemos correr o risco de ser dominados pelas máquinas.