O Reino Unido planeia construir a sua maior planta de aerogeradores no mar do Norte

(Reuters/Fabian Bimmer)
(Reuters/Fabian Bimmer)

Se bem que as energias renováveis são uma tecnologia “boa”, a proliferação descontrolada de aerogeradores fere a paisagem onde estes estão inseridos. O Reino Unido está a planear construir a sua maior planta de aerogeradores no mar do Norte.

Apesar de visualmente não ser tão agressivo observar estas ventoinhas gigantes instaladas no mar, este é um dos locais bastante movimentados com uma grande quantidade de tráfego marítimo.

Esta parte do oceano possui plataformas de petróleo, pipelines, cabos submarinos, embarcações de pesca e com a instalação dos aerogeradores irá tornar-se uma espécie de gincana para os barcos.

A Câmara dos Lordes tem solicitado uma melhor cooperação dos estados que rodeiam o mar do Norte e a energia faz parte dos campos a ser discutidos. Esta temática é de extrema importância uma vez que a proliferação destes gigantescos aerogeradores poderá influenciar negativamente as zonas onde serão instalados, pelo que uma discussão política responsável é imperativa.

Apesar deste tipo de produção de energia permitir uma segurança energética e diminuição da dependencia dos combustíveis fosseis, a sua instalação no Mar do Norte é arriscada, uma vez que prevê-se que o tráfego marítimo duplique nos próximos anos. Além disso a instalação das estruturas dos aerogeradores, cabos e pipelines, poderá ter um impacto negativo na vida marinha.

Este pedaço de água que engloba o Reino Unido, a Holanda e Dinamarca é o ganha pão de 850 mil pessoas e gera cerca de 150 mil milhões de euros para as economias do litoral, além de fornecer comida, energia e rotas comerciais.

Provavelmente, uma excelente alternativa, a estas gigantescas torres aerogeradores, seria a instalação de pequenas árvores eólicas espalhadas por todo o país.

Fonte: Quartz