Onde andam os aviões eléctricos ?

Onde andam os aviões eléctricos ?

Quem está atento ao que se passa em seu redor repara que na via publica circulam cada vez mais carros eléctricos. Assiste-se desta forma à “eletrificação” de transportes que tradicionalmente funcionavam com combustíveis fósseis.

Os aviões eléctricos comerciais ainda não estão desenvolvidos o suficiente de forma a atingir os padrões de segurança e autonomia necessários à sua rentabilidade face às atuais aeronaves , no entanto, caso se consiga dar esse passo e aí o ênfase é no quando, as vantagens serão enormes.

Mais silenciosos e baratos devido a motores mais simples com menos partes móveis e ambientalmente mais limpos caso sejam abastecidos com energia vinda de fontes de energia renováveis, um dos maiores problemas nos veículos eléctricos, que atrasa a sua evolução e massificação são as dispendiosas e poluentes baterias atuais.

Desde a primeira bateria inventada em em 1799, a sua evolução tem sido relativamente lenta. Como estes equipamentos necessitam de um cátodo e um ânodo os cientistas têm se focado na descoberta de diferentes matériais de forma a aumentar a sua densidade energética, estabilidade, durante o uso e carregamento de forma a massificar e desta forma diminuir o custo de produção.

A busca de uma bateria para um avião não é tarefa fácil, pois um aparelho destes para ser comercial tem de ser grande, o que requer muita energia imediata nas fases de aterragem e decolagem, além de que terá de suportar carregamentos rápidos enquanto se encontra parqueado em terra e ser extremamente fiável de forma a cumprir os padrões de segurança apertados da aviação.

Apesar de já existirem aviões eléctricos desde a década de 70 e de todos os dias voarem Veículos Elétricos Não Tripulados nos céus de todo o mundo, não se assiste a um verdadeiro interesse dos grandes fabricantes de aviões em desenvolver aeronaves comerciais uma vez que a tecnologia existente coloca grandes limitações a estes aparelhos.

Enquanto não aparece uma tecnologia de baterias disruptora, temos que continuar com as baterias atuais e a viajar em aviões a jato ou de turbo hélice.