Poderão ser os doentes a conduzir inovação na saúde?

Imagem cortesia Softograph

Segundo afirmou hoje o Chefe da Verizon Healthcare na HealthBeat, conferência promovida pelo site de tecnologia, VentureBeat, “são os pacientes que vão conduzir a inovação na saúde e não os médicos ou as companhias de seguros.”

Hoje assiste-se a mais uma revolução digital na área da saúde, são os grandes hospitais e governos que compram software ligado à saúde, são as grandes empresas de bases de dados que vendem as suas soluções de armazenamento às empresas da saúde e muito mais há a enumerar.

O desenvolvimento de tecnologias de informação ligadas à saúde podem reduzir os custos associados à prestação de cuidados. Tippet dá o exemplo da banca e do quanto a redução de custos trouxe à área financeira.

Actualmente o grande investimento na área da saúde tem sido em “backoffice”, nas questões que dizem respeito à facturação e gestão financeira. Embora haja algum investimento na área da prestação de cuidados este não tem sido o adequado, ou efectuado da melhor forma.

Tippet afirma que o sistema actual é ineficiente, diz mesmo que há que colocar as pessoas a falar umas com as outras através da tecnologia. Assistimos recentemente a uma experiência da google e da Phillips na área dos doentes com DPOC mas muito ainda há a fazer.

Imaginem os registos médicos de cada doente estarem armazenados na nuvem, isto com as devidas precauções. Os profissionais de saúde poderiam ter acesso aos dados mais rápidamente e sem envolver burocracias ou transferências de processos, estando sempre com os dados mais actualizados em mãos e podendo consultar o histórico. Além disso, sendo um sistema centrado no utente este é que daria a permissão de partilha e com quem gostaria de partilhar.

O que descrevemos acima envolve muita investigação, trabalho, força de vontade política e acima de tudo muitos milhões de euros. Mas tal como um investimento é algo que deve ser pensado e discutido a longo prazo. Saber qual a saúde que queremos.

No outro lado do Atlântico a Verizon está a trabalhar num sistema de “Identidade Universal” que pode ser anexado aos registos clínicos fornecendo aos doentes a capacidade de partilhar os seus registos clinicos com o médico que desejar.

Só nos resta aguardar e fomentar a discussão.