Polícia acusa Waze de colocar em risco os seus agentes

Waze

Para quem não o conhece, o Waze é uma aplicação de GPS que foi adquirido pela Google em 2013 por 966 milhões de dólares. Esta aplicação não é uma aplicação GPS como estamos habituados. Tem uma forte componente social, onde os utilizadores partilham desde zonas de transito intenso, acidentes, operações STOP, fiscalização de velocidade com radares e zonas onde é perigoso circular devido ao de mau tempo.

Sergio Kopelev, um agente da polícia na reserva, despoletou uma campanha contra ao Waze. Este acredita que esta aplicação em que os utilizadores podem partilhar a localização da polícia coloca os agentes em perigo.

O agente que apenas conheceu a aplicação devido ao facto da sua esposa ser utilizadora do Waze, acha que é apenas uma questão de tempo, até pessoas mal intencionadas e criminosos usarem a aplicação de GPS para caçar polícias.

Mike Brown, Xerife de Bedford, Virginia, responsável pelo comité de tecnologia da  Associação Nacional de Xerifes, disse ao Guardian que o facto de se poder avisar sobre a polícia, coloca os agentes em risco.

Ambos os agentes levantaram esta questão numa reunião da associação e afirmaram que a conta do Instagram de Ismaaiyl Brinsley, acusado de matar dois policias de Nova Iorque em Dezembro de 2014, continha uma foto do Waze juntamente com ameaças à policia. Os investigadores da polícia responsáveis pelo caso não acreditam que o homicida tenha usado o Waze para orquestrar a emboscada mortal.

Outros polícias como Jim Pasco, director executivo da Ordem Fraternal da Polícia também partilham dos receios dos outros agentes, e chega mesmo a afirmar que consegue pensar em 100 formas do Waze colocar em perigo os agentes.

Se bem que existem outras formas sem recorrer ao Waze e que dão bem menos trabalho para emboscar a policia, Julie Mossler, relações públicas do Waze, explica que a empresa tem em grande consideração a segurança das pessoas e trabalha em conjunto com o Departamento da Polícia de Nova Iorque.