Reconhecimento facial pode impedir ladrões de lojas de entrar em lojas que nunca visitou

Fonte: Sony/ericson

Faz alguns anos que numa grande superfície comercial, uma das coisas que nos chamou à atenção quando entramos no escritório, foi uma grande colecção de fotografias tiradas a pessoas que eram apanhadas a tentar roubar a loja. Se bem que após algum tempo houve quem questionou aquela prática, acabando com ela, hoje as coisas começam a tomar uma proporção muito maior e complexa, quando se aliam recursos como a inteligência artificial e o reconhecimento facial.

Segundo algumas noticias que nos chegam do outro lado do atlântico, existem pessoas que começam a ser barradas em lojas, porque foram identificadas por um software de reconhecimento como ladrões de lojas.

Se bem que o roubo de lojas é um problema que afeta as superfícies comerciais e que deve ser combatido, o recurso a esta tecnologia pode em caso de erro originar que tu, que estás do outro lado do ecrã, a partir do momento em que por engano sejas considerado uma ameaça, te vejas impedido de entrar em qualquer loja física e nunca mais possas efectuar uma compra por erro de algum de software. Este software de reconhecimento facial, aliado a uma base de dados pode mesmo fazer com que uma pessoa seja banida de lojas onde nunca entrou.

A tecnologia veio mudar a forma com que percepcionamos a privacidade e num planeta cada vez mais digital, urge aos governos regular a privacidade de forma a proteger  o espaço privado de cada indivíduo.

Apesar de não nos fazer confusão que os governos possuam os dados de cada cidadão de forma a proporcionar uma fluidez na prestação de serviços públicos, a situação muda de figura quando cada vez mais empresas privadas ficam com muitos dados privados dos clientes, muitas das vezes usadas para construir campanhas desenhadas especialmente para atrair certos públicos.

Para os governos esta é uma tarefa hercúlea, pois a tecnologia avança de uma forma tão rápida que estes não a conseguem acompanhar.

Considerando que já existem cantores a usar câmeras em concertos para identificar “stalkers”, escolas usam o reconhecimento facial para marcar presenças, os aeroportos usam estas tecnologia para identificar terroristas e as redes sociais desenvolvem esta tecnologia sempre que publicas uma fotografia, há que pensar o que queremos desta tecnologia para o futuro e de certa forma exercer pressão para que este tipo de atividade seja regulada.